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A comida seca (flocos)
A fabricação industrial de comida para peixes de aquário tem evoluído muito nos últimos anos, de vida principalmente a necessidade de satisfazer um mercado cada vez mais amplo e diverso pela introdução de novas espécies e pelo auge da afeição ao aquário marinho. Os trabalhos de investigação como a introdução de pessoal altamente especializado como biólogos e veterinários, são uma realidade que vem dando frutos e actualmente é possível, ainda que não recomendável manter algumas espécies com uma dieta baseada neste tipo de comida. Segundo asseguram os fabricantes, nenhuma característica dos preparados alimentares industriais se deixa ao acaso, mas sim todos e cada uma delas (textura, cor, odor, sabor, forma flutuabilidade, etc.) está estudada para motivar o peixe a ingerir o produto, geralmente em similaridade ao alimento consumido em liberdade.
Evidentemente, cada firma comercial tem as suas próprias fórmulas, qualitativa e quantitativa, no entanto, podemos dizer que a base de todas é um conteúdo alto em proteínas, baixa em substâncias gordurosas e médio/baixo em fibras. Paralelamente oferecem-se variações mais ou menos substancias da forma geral para espécies ou situações especificas, como por exemplo para alevim crescimento rápido, época de criação, realce da cor, agua fria ou herbívoros. As matérias-primas usadas na elaboração industrial de comida seca são muito variadas. Algumas das mais utilizadas são as seguintes, cereais, legumes, farinhas de diferentes origens, algas marinhas, leveduras, leite, ovos, azeites vegetais e animais, insecto, crustáceos, moluscos, derivados de carne e peixe, extractos proteicos de origem vegetal e animal, etc.
Alem disso adicionam-se minerais e vitaminas, corantes e conservastes autorizados. Inclusive alguns fabricantes juntam doses preventivas de antibióticos, ainda que a nossa ver, pode vir a ser problemático ao existir a possibilidade de que se introduzam raízes resistentes de microrganismos. A comida seca é do agrado da maioria dos peixes próprios de aquário, ainda que existam excepções. Desde o ponto de vista nutricional é bastante completa. Alguns fabricantes garantem um conteúdo mínimo nas vitaminas mais importantes, mas estes vão reduzindo-se com o tempo. Por isso deve-se adquirir em lojas de confiança e comprovar a data de validade, assim como armazenar por pouco tempo e em sítio seco e frescos. No comércio a comida seca pode-se encontrar em forma de pastilhas granulados e flocos. Os flocos são a apresentação mais comum e utilizada de comida seca e estão formadas por finas camadas secas e esmagadas do preparado alimentar. A variação do tamanho é tão grande que pode ser comidas por qualquer espécie. Flutuam enquanto estão secas e vão caindo segundo se vão hidratando. A duração deste processo depende principalmente da textura e da grossura. Em geral interessa que flutuem o mais possível e desçam lentamente para dar tempo a que sejam ingeridas por alguns exemplares antes de alcançar o fundo do aquário, onde poderia acumular-se apodrecer e ocasionar graves problemas. Os granulados e pastilhas são aparição mais recente no mercado português. O tamanho e forma dos granulados dependem do tamanho do peixe a que estes destinados, os mais pulverizados estão destinados para os alevins e exemplares muito pequenos.
Algumas pastilhas e granulados estão destinados as espécies de fundo e afundam-se rapidamente. Certas pastilhas no entanto utilizam-se para alimentar preferencialmente os exemplares que nadam por uma zona determinada já que se podem aderir com uma simples pressão de um dedo as paredes do aquário, onde vão-se desprendendo pouco a pouco. A grossura influi, além disso na digestão. Se observamos que os nossos peixes engolem o alimento seco e rápido o cospem, pode ser que esteja demasiado ressequido e devemos amolecer previamente num pequeno recipiente com água do próprio aquário.