home


Papas alimentícias

 


A elaboração de uma papa alimentícia caseira, destinada a peixes de aquário esta ao alcance de qualquer aficionado e não tem porque apresentar algum problema. O método consiste unicamente em misturar e bater os ingredientes que tenhamos escolhido. São aceites por quase todas as espécies e nutricionalmente são mais validos, mais um inconveniente, é que poluem a água do aquário. Pode resultar e aconselhável juntar a papa algum complexo vitaminado, sobretudo para os aficionados que com o fim de obter uma papa com mais consistência costuma cozinhar em "banho-maria" a mistura. Isto deve-se realizar com moderação pois as vitaminas lipossolúveis podem acumular e alcançar níveis tóxicos. Calcular a dose adequada é bastante difícil, como regra geral podemos usar a quarta parte da dose humana para adulto que recomenda por cada quilograma de papa. Resultam mais cómodos os complexos vitamínicos líquidos que os de drageias. Os ingredientes mais usados são, espinafres aos pedaços, alface, cenouras, peixe, bocados de frango, coração de vaca, mexilhão, camarão e ovo cozido, ainda que alguns ingredientes podem ser substituídos por outros sem nenhum problema. Por exemplo a alface ou os espinafres podem ser substituídos por agriões cozidos, o mexilhão por lulas, etc. Na pratica podem-se fazer infinitas combinações, dependendo de alem disso das nossas circunstancias particulares o tipo de peixe que vai consumir a papa, assim uma papa destinada a peixes herbívoros devera levar uma muito maior proporção de fibra vegetal do que uma preparada especialmente para carnívoros. Outros factor a ter em conta são as necessidade reais do nossos peixes por exemplos, os exemplares jovens em crescimento requerem maior quantidade de proteínas que os adultos. Por tudo isto se compreende que seja muito difícil se não impossível dar a composição fixa de uma papa valida para todas as espécies de peixes. De todas as maneiras, com o risco de nos enganarmos podemos dizer que uma papa geral deveria ter aproximadamente 30% a 50% de vegetais, 25% a 35% de carne, 20% a 30% de peixe e 10% a 15% de conjuntos de proteínas de diferentes origens (ovo, mexilhão, lulas, camarão etc.) Preparar a papa diariamente resulta muito complicado. É mais fácil preparar uma boa quantidade e conserva-la no congelador do frigorífico. Neste ultimo caso, é aconselhável estender e separar a papa em proporções finais com o fim de poder descongelar unicamente a ração que queiramos administrar em cada ocasião.


Sugestão para preparar uma papa:

 


1ª Quando tem fome, os peixes comem tudo. O facto de os peixes aceitarem um alimento nada nos indica portanto a respeito do seu valor alimentar. Todavia, os peixe comem maior quantidade dos alimentos de que gostam e correm o perigo de subalimentação quando lhes são fornecidos exclusivamente alimentos que não apreciam. A seguinte mistura preparada a base de fígado e de cereais constitui hoje em dia de alimentos secos dos Tilapia macrocephala e dos Anoptichthys jordani do Museu Americano de Historia Natural da cidade de Nova Iorque. Passo pois a indicar os ingredientes e o método de preparação da referida mistura:

 

 


Corta-se o fígado em pedaços de 5 cm e coze-se durante quinze minutos num tacho com água. Tira-se o fígado do tacho, cozendo-se na mesma água a farinha de casca de camarões, a polpa migada dos camarões os legumes e os flocos de cereais. Pica-se o fígado, acrescenta-se aos outros ingredientes já cozidos e coze-se tudo durante mais quinze minutos. Espalha-se essa pasta em tabuleiros grandes e corta-se em quadrados de 5 cm de lado. Seca-se a pasta ao sol ou em cima de um irradiador quente. Tiram-se os quadrados dos tabuleiros e esmagam-se. Passam-se depois por passador de rede de vários calibre, para obter farinha grossa, média e fina. Descobriu-se que uma combinação de farinhas de cascas de camarão com polpa de camarão migada é melhor para os peixes do que os camarões em si, pois a farinha de casca fornece volume e pigmento de caratina, elemento que melhoram a dieta.


2º No laboratório de genética do aquário de Nova Iorque fornece-se dia sim, dia não aos peixes o seguinte alimento, cuja fórmula é semelhante a de cima com algumas modificações. Esta outra fórmula e as indicações para a sua preparação são também devidas as de cima. Nos dias em que não recebem esta dieta, os peixes comem comida viva ou camarões secos.

 



1. Tiram-se as peles e todos os tecidos ou fibrosos do fígado.
2. Corta-se o fígado em quadrados de 1,5 cm.
3. Pesam-se 60 g de fígado e outro tanto de água. Bate-se na máquina de batidos ate a mistura ficar bem líquida. Coam-se a mistura por um passador e deita-se para uma tigela de 2 litros de capacidade. Repete-se esta operação ate se desfazer todo o fígado e junta-se o sal.
4. Juntam-se os flocos de cereais, misturando bem. A quantidade de cereal a juntar é a necessária para a mistura fique com uma consistência semelhante de uma pasta espessa.
5. Enchem-se com esta pasta pequenos boiões de vidro de vários tamanhos, seleccionando-os de acordo com a quantidade de pasta necessária para a alimentação diária dos peixes.
6. Colocam-se estes boiões dentro de um tacho com água, de maneira a que a água fique a 1,5 cm da boca dos boiões. Aquece-se a agua ate levantar fervura, apaga-se o lume e deixam-se ficar os boiões dentro da agua quente durante cerca de meia hora.
7. Deixa-se arrefecer o conteúdo dos boiões, tapam-se e colocam-se no ponto mais frio do frigorífico. Podem congelar-se alguns boiões.

 


Fornece-se diariamente aos peixes uma quantidade variável desta pasta, que pode ir do tamanho de um grão de arroz ao de um feijão ou maior ainda, dependendo a quantidade do número e do tamanho dos peixes contidos no aquário. Os peixes são geralmente alimentados uma vez por dia, de manha cedo. Tem assim um dia inteiro para consumir a porção de comida que lhes é fornecida. Se no dia seguinte ainda houver comida no aquário, não se fornece mais alimento enquanto esse resto não for consumido ou retirado. Se a mistura for bem preparada, aguenta-se durante um dia dentro de água sem se dissolver. Ate os vivíparos muito novos roem este alimento que é também muito bem aceite pelo peixes de agua salga.