Visitas desde 1997
Categoria: Aquário
Postado por em 9 jan 2013 | 22.897 Visitas
Aprende a como construir o seu um aquário

A forma ideal para um aquário é a paralelepípedo em que a largura seja de tamanho igual ou de preferência, superior a altura, de modo que apresenta uma maior superfície de contacto com o ar.

 

O tamanho pode variar conforme o fim a que se destina. Para tratamento de doenças em isolamento ou para algumas criações serve perfeitamente um aquário de 30 cm X 20 cm X 20 cm. No caso de aquário comunitário, a regra geral é de ter a maior capacidade possível, pois o aquário grande estabelece um equilíbrio com maior rapidez que facilita bastante a sua manutenção.

 

Para concretizar melhor estes objetivos pode, dizer-se que um aquário comunitário deve ter pelo menos uma frente de 50 cm e uma capacidade de aproximadamente 60 litros, ou mais. Existem muitos tipos de aquário, cada uma com as suas vantagens e inconvenientes, mas dado que a construção em vidro colado, é a mais acessível a qualquer pessoa, passo a descreve-lo seguidamente em detalhe.

 

Os vidros:

Os vidros devem ser cortados a esquadria tomando atenção aos cálculos, das dimensões e espessuras. Para evitar golpes acidentais e conveniente deve se mandar “quebrar as arestas”. A espessura dos vidros é em função da capacidade do aquário, que pode ser calculada mediante a seguinte tabela: VER TABELA.

No caso de a altura exceder a indicada, passar para uma espessura superior. Para saber as dimensões a sua disposição final, os vidros verticais apoiam-se todos sobre o fundo.

 

O vidro da frente e o de trás tem o mesmo comprimento do vidro do fundo. Os vidros laterais inserem-se entre estes dois, o da frente e o de traz, portanto o seu comprimento é igual a largura do fundo do aquário, menos a soma de duas espessuras de vidro (frente e traz) e mais 3 mm, que correspondem a espessura da cola.

 

Por exemplo: se deseja construir um aquário em vidro de 5 mm de espessura e com as seguintes dimensões: 50 cm de comprimento x 40 cm de largura x 30 cm de altura; o vidro do fundo deve de ter 50 cm x 40 cm, os da frente e de trás 50 cm x 30 cm e os dos lados 30 cm x 38,7 cm.

 

 

A colagem:

 

Utiliza-se uma cola de silicone que é vendida para o efeito em qualquer casa da especialidade, quer sob a forma de bisnagas, ou em tubo, necessitando deste último de uma pistola especial para a sua aplicação. Os vidros são colocados sobre uma mesa, com o vidro do fundo ao centro e os vidros laterais a volta junto ao sítio onde vão aderir. Deve se desengordurar as superfícies de colagem com álcool ou acetona, pois caso contrario a cola pode não aderir convenientemente.

 

Sobre o vidro que vai servir de fundo do aquário passa-se um cordão de cola a alguns milímetros da borda, onde se vão colocar os vidros verticais. Nos vidros de trás e da frente também se passa um cordão de cola a toda a sua altura, no sítio onde se vão encostar de topo os vidros laterais. Para proceder a montagem, é conveniente dispor da ajuda de outra pessoa.

 

Colocam-se primeiro os vidros pequenos e depois aplicam-se os grandes, exercendo uma ligeira pressão. Logo de seguida passa-se com o dedo molhado em água pela junção interior e exterior dos vidros, de modo a espalhar a cola em excesso. Convém salientar que a cola não deve ser esborrachada mas sim ligeiramente pressionada, em condição que possa ser mantida a secar, seguro por meio de uns pedaços de fita adesiva nas arestas. O aquário não deve ser manipulado durante algumas horas a seguir a colagem. Devera secar minimamente durante 24H.

 

Secagem:

A colagem, melhora com o tempo pelo que é aconselhar esperar pelo menos uma semana antes de encher o aquário. Para os menos pacientes e do caso de aquários de pequenas dimensões, 48 horas são geralmente suficientes.

 

Acabamento e teste:

Os excessos de cola nas junções, e as dedadas e outras manchas de cola podem ser retirados com facilidade utilizando uma lâmina de barbear. Para o teste de estanquicidade, o aquário é colocado no chão sobre uma folha de papel, e deve se encher o aquário com água, a um ritmo de ¼ parte do volume total por hora. Qualquer fuga é então facilmente detectável e sinalizado. O aquário é novamente despejado e seco e a fuga reparada com um pouco de cola.

 

Reforços:

Em aquário de grandes dimensões é conveniente colocar um reforço para, além de evitar a curvatura dos vidros serve também de apoio a tampa.

 

Para isso colam-se de topo a alguns milímetros do bordo superior do aquário umas tira de vidro de 7 mm de espessura e com 3 a 5 cm de largura tendo o cuidado de deixar espaço para a passagem de acessório com tubos de ar resistências etc.

 

 

 

Tampas:

As mais práticas são as divididas em duas partes. Uma parte posterior com espaço para tubos de ar, termóstato ou outros acessórios, que se mantém quase sempre dentro do aquário. Esta parte da tampa, também serve por vezes de apoio a calha de iluminação (apesar de não ser muito inconvenientes, o que mais a frente vamos ver com mais pormenor). A parte da frente articulada por um cordão de cola é utilizada para alimentar os peixes ou para fazer pequenas limpezas.

 

 

Cantoneira metálica decorativa:

No caso, de se gostar do efeito decorativo de uma cantoneira metálica pode proceder-se a sua colocação, depois do aquário montado. O melhor material para o efeito é o alumínio por ser resistente a corrosão e também é fácil de se trabalhar. Corta-se a cantoneira a medida das arestas e cola-se ao aquário com a cola usada na construção do mesmo, tendo o cuidado de desengordurar as superfícies a unir com álcool ou acetona. Para evitar o contacto da água com a cantoneira no bordo superior do aquário, cola-se de topo uma tira de vidro alguns milímetros mais larga do que a cantoneira, e que serve ao mesmo tempo de apoio a tampa.

 

Recuperação de um aquário com ou sem cantoneira:

Muitas vezes é preciso por de novo em funcionamento um aquário antigo feito em cantoneira, eventualmente com fundo em metal ou fibrocimento, os quais em virtude de terem estado longo tempo guardado sem água, a massa de vedação secou, perdendo portanto a estanquicidade.

 

Para isso é necessário retirar meticulosamente, com uma espátula toda a massa existente na junção interior dos vidros e depois de desengordurar a zona com álcool ou acetona, a seguir fazer uma aplicação de um grosso cordão de cola na aresta, passando de seguida com o dedo molhado em água de modo a espalhar a cola.

 

Se o aquário tiver o fundo em metal, fibrocimento ou em outro material de neutralidade duvidosa e necessário proceder ao seu isolamento. Isso pode ser feito sem dificuldade, com uma chapa de vidro, com as mesmas dimensões do fundo (convém dar uma folga de 2 mm) assente sobre o fundo e unido aos vidros laterais de forma, já acima referida.

 

É importante perfurar o fundo inicial para que depois do enchimento do aquário, não se forma uma almofada de ar debaixo do vidro do fundo, com a pressão do aquário cheio, o que vá rebentar a colagem ao longo do tempo. Além do problema das fugas de água, acontece que em alguns casos as cantoneiras não estão convenientemente protegida contra a corrosão, devendo-se neste caso proceder-se ao seu isolamento segundo o processo já mencionado no caso das cantoneiras decorativas.

 

 

Meu nome é Celestino Neves, sou Técnico de Informáticas e Programador Web nas horas vagas entre outras atividades. A minha paixão é a aquariofilia já desde da década de 80, mais precisamente em 1986, o ano da descoberta do mundo da aquariofilia com o meu primeiro aquário de 60 litros, neste momento posso dizer que tenho um conhecimento médio/alto. Não deixe de colaborar, seja enviando fotos de espécies ou artigos a serem publicados (sujeito a aprovação) para isso basta escrever para o correio eletrónico.

Copyright © 1997- 2014 todos os direitos de autor reservado Celestino Neves. Todas as informações e fotografias contidas nesta página não podem ser reproduzidas, mesmo parcialmente, sem o acordo do autor.