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Causas das doenças


Dentro de um aquário acontecem muitas coisas visíveis a olho nu, que nos atraem a observá-lo como o brilho das cores em contraste como a decoração etc., mas também nos escapam outras menos aparentes, mas quais depende a boa marcha do aquário. Dentro destes últimos englobam-se as relações entre os peixes e o meio ambiente em que vivem e os agentes patogénicos com quem partilham esse meio. Enquanto se conseguir manter o equilíbrio entre estes três elementos tudo correra da melhor forma, mas se isso não acontecer, é muito provável que apareça alguma doença termo muito amplo dentro do qual podemos distinguir dois grandes grupos:


1) Doenças provocadas por bioagressores (seres vivos):
a) Infecções, provocadas por seres multicelulares como crustáceos, bactérias, protozoos, leveduras, etc.
b) Infestações, provocada por seres multicelulares como crustáceos fungos vermes, etc.

2) Doenças que não são provocadas por bioagressores:
a ) Intoxicações
b ) Tumores e malformações
c ) Deficiências ambientais e nutritivas , etc..


Há que fazer um esforço para nos manter entre dois planos, o plano macroscópico, que podemos observar a olho nu e o plano microscópico, que só podemos observar se pudermos contar com determinados meio técnicos por isso devemos distinguir o verdadeiro começo de um processo patológico e a aparição de sintomas evidentes. Numa infecção, o peixe entra em contacto com um germe patogénico, mas este pode permanecer durante muito tempo de forma latente, ate que a acção de factores externos reduzam a resistência do peixe, e então essa intenção passa a uma fase clínica na qual aparecem sintomas característicos. Isto faz-nos pensar de uma forma errada que a doença apareceu nesse momento.



1) Feridas


Os peixes estão separados do meio externo por uma barreira física formada pela péla, mucosas externa e intestinal e outras estruturas, qualquer rotura nesta barreira pode ser uma via de entrada para organismos patogénicos Se este rotura tiver sido provocada por outros organismos, estaremos diante de uma infecção secundaria.


2) Má nutrição


Uma má alimentação pode acarretar numerosos transtornos cuja consequência mais imediata e uma diminuição das defesas do peixe. É importante ter uma composição adequada e que evite as deficiências (vitaminais, de minerais, de aminoácidos, etc.) bem como uma boa conservação que evite a perda de propriedades (enraizamento, desnaturalização, etc.) ou intoxicações provocadas pela proliferação de alguns microrganismos como as leveduras em ambientes húmidos (intoxicação por aflatoxinas). Há também que ter em conta a quantidade, pois se e mau dar-lhe alimento a menos (perda de peso, paragem no crescimento...), pior é dar-lhe alimento em excesso.


3) Excesso de matéria orgânica


O excesso de comida e consequentemente de excremento, assim como uma presença de resto de plantas e peixes mortos provocam um excesso de material orgânica que pode fazer disparar o número de bactérias presentes na água ate um nível que ultrapasse a resistência dos peixes e paralelamente pode originar uma subida dos valores de amoníaco que com grande efeito tóxico produz lesões nos peixes, oferecendo assim uma via de entrada aos germes patogénicos.


4) Sobrepovoarão


Alem de ser um factor stressante e sobre povoação reduz o espaço físico entre um peixe portador de germes e os restantes. Uma débil movimentação de água também favorece movimentação de um microrganismo patogénico de forma a encontrar um novo peixe hospedeiro.


5) Juntar peixes de proveniências diferentes


O desenvolvimento de uma doença depende do equilíbrio entre a resistência de um animal frente a um agente externo e a virulência deste, assim peixe de origens diferente mesmo sendo da mesma espécie estiveram expostos a linhagem diferentes dum mesmo parasita frente as quais desenvolverem uma imunidade muito específica e se os misturamos pomos em contacto peixes e linhagens de parasitas que não se conhecem podendo isto dar origem a uma infecção muito virulenta. Tendo em conta todos estes condicionantes poderíamos pensar que a sobrevivência dos peixes esta seriamente ameaçada mas como contrasta com esta influência negativa. Infelizmente muito dos elemento que podem romper este equilíbrio prejudicando o peixe dependem de nos (aquariofilia e profissionais) que nem sempre estamos a altura das circunstâncias.