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Quarentena Podemos definir quarentena como o período de isolamento que passam os novos exemplares antes de serem introduzidos no aquário principal. A duração não tem que ser de quarenta dias, e na maioria das casas bastam duas ou três semanas. O isolamento dos primeiros peixes destinados a uma nova instalação não é assim tão necessário embora sempre conveniente. A quarentena tem em vista, uma dupla finalidade por uma parte, diminuir os riscos de infecção pelos agentes patológicos que os novos peixes possam transportar ao mesmo tempo dar oportunidade ao peixe de recuperar fisicamente de todo o stress acumulado durante o transporte. Todo este processo é necessário leva-lo cabo num aquário diferente do normal, que é conhecido como " aquário de quarentena "
· Sistemas de quarentena, · Quarentena para quem? · Aclimatizarão ambiental, · Conselhos para o transporte de peixes, · Um exemplo de quarentena
Aquário de quarentena
Um aquário de quarentena deve preencher os seguintes requisitos: 1º O tamanho depende da espécie e do número de indivíduos que vão estar de quarentena. Em princípio não deve conter mais de 60 litros. 2º Filtro mecânico, já que a biológica seria afectada pelos medicamentos (antibióticos, sulfamidas, etc.) Não utilizar o carvão activado como carga filtrante, por reter os medicamentos. 3º O sistema térmico devera ser constituído por um termóstato submergível de potência proporcional ao volume de água (em media 1 litro por watt) e um termómetro. 4º Para a iluminação basta uma lâmpada convencional de aquário. 5º A decoração deve ser sóbria, a base de plantas de plástico, vasos, tubos e / ou estruturas similares que por sua vez proporcionam o mínimo de lugares para se esconder, não impedindo uma boa observação dos mesmos.
Sistemas de quarentena
Pode-se falar de dois sistemas de quarentena de funcionamento permanente e funcionamento ocasional. A maioria dos aquariofilista utiliza o " método ocasional ", instalando o aquário de quarentena cada vez que adquirem novos exemplares. Em aquariofilia de água doce, isto não supõem problemas de maior, mas em aquariofilia marinha a situação muda. O equilíbrio e concentração dos componentes nitrogenados (amoníaco, nitritos e nitratos) é muito difícil de manter , durante os primeiros dias de funcionamento , em níveis não tóxicos para os peixes . Por isso, vemo-nos obrigados a realizar contínuas mudanças de águas e renovação frequentes das cargas filtrantes. O "método permanente " implica ter o aquário em funcionamento, já equilibrado, sempre pronto para receber novos exemplares. Resulta talvez mais cómodo que o método anterior, mas tem vários inconvenientes, ocupa um espaço fixo, causa mais trabalhos de manutenção e sempre que seja necessário medicar, será necessário esperar ate que se estabeleça o equilíbrio biológico que entretanto alteramos.
Quarentena para quem
Peixes: para qualquer exemplar novos que vá conviver com uma povoação já estabelecida Plantas: mais que quarentena, temos que falar de desinfecção muito diluída de algum desinfectante, como por exemplo verde de malaquite, sal, permanganato de potássio. Como isto, evitamos introduzir pequenos organismos (hidras, pequenos caracóis, ácaros aquáticos. etc.) que podem chegar a ser uma praga. Invertebrados: a patologia dos invertebrados marinhos comercializados em aquariofilia é praticamente desconhecida. É muito recomendável mantê-los em observação por um período de 5-10 dias, ate ter a certeza de que esta tudo em bom estado, já que ao morrer, algumas espécies soltam grande quantidade de substâncias orgânicas que poluem as águas, inclusive poderiam chegar a ser tóxica para os peixes. Dada a extrema sensibilidade de alguns invertebrados marinhos, quase a totalidade dos medicamentos, em especial os que contem cobre como princípio activo, não se deve medicar nem sequer como prevenção, durante a quarentena destes tipos de organismos. Os invertebrados de águas doces mais frequentes no comércio são os caracóis de género Ampullaria (caracol maça) e os camarões de águas doces. Os primeiros podem ser vectores de larvas Ictioparasiticos, principalmente fungos e crustáceos de brônquios que podem ser contagiados aos peixes. Obviamente, se vão fazer parte de um aquário conjunto, deverão passar um período de quarentena igual ao dos peixes.
Aclimatizarão ambiental
Uma vez acabada a quarentena, chega o momento de introduzir os novos exemplares ao aquário geral. Com espécies de um determinado carácter territorial, e portanto com qualquer novo indivíduo, pode ser de seu interesse submergir previamente os novos exemplares num compartimento independente (para o qual serve uma simples maternidade) durante umas horas. Quando se soltar definitivamente os peixes, deve-se faze-lo nas últimas horas do entardecer, porque durante a noite correm menos riscos de serem hostilizados.
Conselhos para o transporte de peixes
- O método mais utilizado é um saco de plástico
- O saco que contem 1/2 de água e 2/3 de ar.
- Fecha-lo mais hermeticamente possível
- Protege-lo das temperaturas extremas, sobre tudo no inverno.
- Reduzir a duração ao mínimo. Em transportes longos introduzir oxigénio puro sobrepressão.
- O mesmo sistema com espécies de pequeno tamanho que podem ficar presos nas esquinas e asfixiarem.
- As espécies demasiado volumosas devem ser transportadas em recipientes de boca larga que não sejam de vidro.
Um exemplo de quarentena
- Durante da primeira semana, observação e anotação da evolução do peixe - Durante da segunda semana, aumentar a temperatura da água ate 28 – 30 ºC, para acelerar o aparecimento de possíveis infecções latentes. - Durante da terceira semana, recuperar a temperatura normal. Se surgir algum problema, tratarmos com os medicamentos adequados ate que seja erradicado. Caso contrário manter a observação ate a quarta semana, na qual procederemos a introdução dos peixes no aquário principal.
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