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A luz do sol e a iluminação artificial

 


A luz, quer que seja solar quer artificial faz parte de uma vasta gama de radiações, chamadas electromagnéticas a que pertencem também os raios x, a rádio, a televisão, o radar etc. A energia luminosa propaga-se a uma velocidade constante e através de movimentos ondulatórios semelhantes ao efeito das ondas na aguas. A luz é formada por diversas radiações mais ou menos delimitadas por determinados comprimentos de onda. As várias radiações que constituem a luz solar formam o chamado espectro solar. Cada uma destas radiações tem determinada coloração e do seu conjunto resulta a luz vulgarmente chamada luz branca. A dissociação da luz solar das diversa radiações coloridas constituintes pode ser obtida experimentalmente fazendo passar um raio luminoso através de um prisma de vidro; este processo ocorre naturalmente através das gotículas da água em suspensão na atmosfera, dando origem ao conhecido arco-íris.

 


Constatamos assim que neste espectro solar visível pelo olho humano as radiações coloridas ficam distribuídas do violeta ao vermelho-escuro com as diversas colorações intermédias. Cada uma destas cores esta mais ou menos definida por determinados comprimentos de onda. O comprimento de onda mede-se através de uma unidade chamada nanómetro (abreviado, nm) que corresponde a um milionésimo de um metro. Abaixo das radiações com 380 nm ficam as radiações ultravioleta, já não visíveis par os humanos. Depois temos o violeta compreendido aproximadamente entre os 380 e os 430 nm, o azul entre os 430 e os 470 nm, o azul esverdeado entre os 470 e os 500 nm, o verde entre os 500 e os 560 nm, o amarelo entre os 560 e os 600 nm, o laranja entre os 600 e os 640 nm, o vermelho claro entre os 640 e os 710 nm, o vermelho escuro entre os 710 e os 780 nm, e depois começam os infravermelhos já não são visíveis por nos mas sentimos sob a forma de calor.

 


Cada uma destas radiações luminosas tem uma determinada temperatura de cor que é mais elevada nos chamados tom frio, constituídos pelos azuis e verdes e mais baixa nos alaranjados e nos vermelhos vulgarmente designados por tons quentes. De todas estas radiações, as que sensibilizam mais a visão humana em temos de intensidade luminosa (mais luz) são as compreendidas entre os 500 e os 600 nm, por tanto de coloração próxima do verde. Mas afinal o que é a cor? Cada mateira absorve determinadas radiações luminosas e reflecte ou deixa-se atravessar por outras. São estas radiações reflectidas ou filtradas pelos diversos objectos que determinam para nós a sua coloração. Por exemplo, uma bola pintada com um determinado material que reflecte o vermelho e absorve todas as outras radiações é para nos, uma bola vermelha. Tendo em consideração este facto olhe agora para as nossas plantas.

 


Todas elas tem clorofila que é de cor verde, embora se possa encontrar mais ou menos visível como já vimos. Ora se a clorofila é verde, isso significa que as radiações de cor verdes são reflectidas, portanto não aproveitadas pelos vegetais, e só as outras radiações constituintes do espectro solar é que são absorvidas pelas plantas. Chegamos portanto a conclusão de que, de modo geral um aquário bem iluminado para nos significa para as plantas um meio escuro em termos de função clorofila. E como sabemos sem realizar a fotossíntese as plantas não podem sintetizar os alimentos necessários ao seu desenvolvimento. A função clorofila das plantas, para realizar-se, tem necessidade de dispor principalmente das radiações azuis (430 a 470 nm), laranja (600 a 640), e vermelhos (640 a 750 nm). Este é o problema básico que ira determinar a composição espectral da fonte luminosa artificial.