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Acasalamento

 


Certos cavalos-marinhos são muito sociáveis, como a sua própria natureza indica, aceitam novos hóspedes sem reticências. Outros já não os vêem dessa maneira (principalmente as fêmeas dado a cobiça que têm em relação aos machos), mas como em todos os grupos poderá haver indivíduos muito difíceis dos dois sexos. Neste caso eles observam demoradamente os intrusos movendo-se da direita para a esquerda ou então andando à volta deles (da mesma maneira que eles observam uma presa) e com o focinho dão empurrões aos seus futuros companheiros. Eles também podem fingir que os ignoram muito rapidamente com maior ou menor frequência e infligir-lhes o mesmo tratamento. O único meio aquando dos conflitos é de separar os atacados dos atacantes no seio do mesmo aquário afim, de os habituar progressivamente uns aos outros. Em caso de falhanço desistem de fazer novas introduções. Os recém-nascidos, tendo crescido separados muito tempo de seus pais, tornam-se também completos desconhecidos, podendo ser submetidos à mesma regra. É melhor constituir a população de uma vez só, porque cada um estará preocupado pela descoberta do meio e a procurar pontos de referência. No entanto, se um deles deverá ser separado dos outros por pouco tempo a sua reintegração não criará nenhum conflito.


Quanto aos jovens cavalo-marinho (até mais ou menos aos 6 a 8 meses) habituados a viver em grupo e nomeadamente quando são elevados em cativeiro, em princípio acolhem os recém-chegados sem muitas reticências e sem nenhuma agressividade. Os cavalos-marinhos reproduzem-se em principio com uma frequência de mais ou menos uma vez por mês. Mas as estações mais propícias vão de Abril a Outubro, podendo-se prolongar durante todo o ano. Dependendo do meio em que estão inseridos, das águas tépidas ou águas tropicais. A maturidade sexual é atingida sensivelmente aos 6 meses.

 


Reprodução

 

 

Quando a fêmea está pronta para pôr ovos, vai aceitar os avenço do macho. A parada nupcial dos cavalos-marinhos dura várias horas, durante as quais, o macho emite pequenos grunhidos para atirar a ou as fêmeas. Eles efectuam conjuntamente um ritual parecendo com um ballet, entrelaçando-se, nadam freneticamente em todas as direcções, fazem vénias a todo o momento. Durante esta cerimónia de rara e grande elegância, o macho vai fecundar os ovos produzidos pela sua companheira. De seguida este abre a sua bolsa, que está cheia em permanência e quase translúcida, tendo alguns sobressaltos, sem por isso abrandar ou abandonar a conquista a cortejar a sua amada.


No momento certo, os parceiros vão se colocar alguns segundos ventre contra ventre. A fêmea aproveita para introduzir o seu focinho tubular dentro da bolsa nupcial do macho e assim transmitir os seus ovos. Não obstante, o macho mostra a sua satisfação abanando-se durante alguns segundos. Com uma boa luz de perfil, é possível de se aperceber em transparência, não só os ovos mas também os futuros hipocampos.



O macho vai tomar conta da incubação que dura cerca de 5 semanas. Este período pode ser encurtado em função da temperatura do aquário, o ideal é que a temperatura se situa-se em 26°C e o pH deve ser de 8. Mas atenção, não é porque os ovos eclodiram que o trabalho, esta terminado. Os pequenos vão permanecer ainda alguns tempos no bolso, onde são alimentados. O bolso continuara a engrossar. Os pequenos serão injectados da bolsa em pequenos grupos, que vão subindo à superfície. Esta subida permite-lhes respirar ar, que vai insuflar a sua bexiga-natatória e assim permitir-lhes dirigir normalmente para cima ou para baixo, inchar-se ou desinchar-se.


Um macho de boa saúde dará à luz na vertical, em princípio em várias vezes durante o mesmo dia. Ele estará de alguma forma stressado, dobrar-se-á em dois, abrirá a sua bolsa, puxará com muito forca até que um ou vários "peixes" sejam expulso como um jacto, (um cavalo marinho doente dará à luz sobre o fundo do aquário e morre a maior parte do tempo depois de libertar os recém-nascidos). Parece que estes últimos estejam protegidos contra a doença. Assim que nascem, os pais deixam de se ocupar das suas crias.


Não nos podemos abater. Duas ou 3 semanas depois do acasalamento (em função das espécies), uma a várias dezenas de pequenos peixes de mais ou menos 10 a 15 mm existem. Os cavalos-marinhos bebés são a cópia dos adultos em miniatura, e ficam logo aptos a comer sozinhos. Saídos do ninho protector, eles têm tendência a entrar em pânico nos primeiros instantes de vida, mas logo se controlam e agarram-se à primeira coisa que encontrarem. Os mais corajosos metem-se logo a nadar rapidamente e de qualquer maneira. Nos primeiros dias e semanas, eles só se aplicam a aperfeiçoar a sua técnica de natação, a comer, a chatearem-se ou a dormir


Algumas pessoas suspeitam que os cavalos-marinhos atacar ou até mesmo de comer os mais pequenos assim que estes nascem. E possível que isto acontece quando os adultos estão afamados, ou então estes espécimen seja de natureza agressiva. Neste último caso, também não se entenderá com os seus congéneres.


Ainda que muitas pessoas, mesmo entre os especialistas, pensem ou constatem que os cavalos-marinhos se reproduzem muito dificilmente em cativeiro, eu não sou da mesma opinião. Se há uma inexistência de resultados é porque a um certo desconhecimento, ou por falta de tempo consagrado e/ou por outro lado pelas inúmeras exigências não preenchidas.