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Criação
A primeira precaução é transferir os recém-nascidos sem demora, para uma maternidade. Por causa do seu tamanho e da sua falta de força, eles correm o risco de mais cedo ou mais tarde ficarem presos as bombas, filtros, algas, etc., presentes no aquário. Senão tapar todas as aberturas (entradas e saídas) dos ditos aparelhos com redes ou rede mais finas (nylon, plástico), munidas de minúsculos buracos, para não alterar a circulação da água nas devidas condições. Qualquer das maneiras mais vale isolá-los num espaço reduzido e calmo, o que se traduz numa maior facilidade de se mexerem, para procurar o alimento e evitar os acidentes, como por exemplo uma asfixia por absorção de algas minúsculas, filamentos ou outros, pisados involuntariamente por um adulto ou ainda serem levados numa corrente de água muito violenta, etc.
Os jovens começam a ter o reflexo de se pendurar. Eles crescem rapidamente nestas condições, em média 2 cm ao fim de 3 semanas, 3,5 cm ao 1 mês 1/2, e entre 5 e 6 cm ao 3 mês. A diferenciação sexual tem lugar perto do 4 ao 5 mês pela aparição da bolsa marsupial no macho. Vigiando o crescimento do pequenos, e dando-lhes artémias cada vez mais grande progressivamente vão crescendo. O cavalo-marinho é um peixe fascinante, e a sua criação em aquário permite, compreender melhor a sua biologia complexa e muito evoluída.
Durante os 4 ou 5 primeiros meses, eles têm a capacidade de mudar de cor várias vezes, passando por exemplo do castanho ao branco cor de leite, ao amarelo e vice-versa. A cor definitiva será fixada entre o 3° e o 5° mês e parecer-se-á com alguns detalhes específicos, aquela de seus pais. Mas pode acontecer que um ou vários recém-nascidos, escolham uma adaptação derivada duradoura, talvez pelas mesmas razões que levam os mais velhos a este tipo de modificações temporárias. As diferentes mudanças produzir-se-ão em princípio numa só noite.
Manutenção das crias
Os recém-nascidos não necessitam de muito espaço para crescerem durante 2 meses. Escolha uma maternidade com pequenos orifícios de lado a lado e não à frente, para evitar que eles não fiquem entalados pela cauda ou por o corpo e também para eliminar o desperdício de alimento. Pense em inserir um ramo de "caulerpas" para suporte, ligeiro, maleável e natural, para que estes possam descansar e dormir. Não colocar cascalho no fundo, porque irá complicar a procura de alimento dos pequenos aprendizes.
Regularmente faça uma ida e volta com a maternidade de fortuna que renovar a água e assim ajudar a evacuar as substâncias existentes. Uma limpeza pontual deste último é igualmente necessária, em função dos detritos existentes e do estado de sujidade ou da capacidade absorção do aquário. As regras de limpeza do aquário são as mesmas. O sifão é de excluir, porque os pequenos podem ser aspirados. A mudança para uma segunda maternidade é a solução ideal. Também é possível sem tocar nos animais, de retirar os excrementos, restos de comida, etc. com um pequeno passador de cozinha (nylon) tudo isto fazendo bem atenção para não magoar ao capturar os recém-nascidos.
Para se proceder desta maneira é necessário tempo, paciência e gestos muito lentos.
Este utensílio bem prático e rígido pode entre outros servir para as diversas transferências e é muito menos stressante e mais seguro para os cavalos-marinhos de todas as idades e de todos os tamanhos, sobretudo quando o tamanho chega aos 10 mm. Com efeito, quer se trate de adultos ou de recém-nascidos, eles não gostam de ficar presos ou agarrados na rede. Retirar os recém-nascidos sem estragos é praticamente impossível. Senão tivermos um passador, o melhor é apanhá-los à mão delicadamente depois de ter as lavadas e/ou desinfectadas, como antes de qualquer manipulação dentro ou que tenha a ver com o aquário. Isto requer uma grande prudência e não se deve tomar pelo ligeiro. E conveniente não o fazer caso hajam outras soluções, porque não somente o "mucos" protector ficará estragado, mas uma falsa manipulação pode ocasionar riscos irreversíveis. Um material adequado e limpo é a solução que apresenta menos perigo.
Os bebés deverão ser mantidos até aos 2 meses numa maternidade ou até mais tempo caso seja necessário, até ao momento em que estaremos certos de que os alimentos para adultos são correctamente absorvidos e que as bombas, filtros, já não são nenhum perigo (assunto tratado mais adiante). Enquanto o lugar o permitir é preferível guardá-los num espaço restrito até aos 3 meses, idade de alguma maturidade.
A criação mais do que em qualquer outro domínio faz apelo a nossa imaginação, ao nosso sentido de improvisar e da nossa experiência. Para as espécies tropicais, uma segunda medida a tomar é de manter uma temperatura constante de 26-27 graus no mínimo e uma água em perfeitas condições. Os mais pequenos são muito friorentos e muito vulneráveis. Os aumentos progressivos até 29 graus são perfeitamente suportados. Toda a mudança de parâmetros da água, sem significado e interferindo a uma escala podendo não ter efeitos sobre um adulto, pode a muito curto prazo levar a morte dos novos hóspedes. Logo no dia seguinte já podem estar todos enrolados no fundo. É necessária uma vigilância sem descanso.
Não nos podemos esquecer que a reserva alimentar dos jovens cavalos-marinhos é ainda muito limitada. Algumas perdas aparecem por vezes, durante as diversas etapas, mas nada que seja alarmante. Como requer a mãe natureza, só os mais fortes e desenvolvidos sobrevivem. Qualquer das maneiras, 95% de êxito é possível, está dentro das médias da arte.
Desde a introdução definitiva no aquário, proteger ainda, por precaução, as aberturas (bombas, filtros) como descrito anteriormente, e isto até a idade de 4-5 meses, em função do tamanho atingido. Todos os recém-nascidos não se desenvolvem todos ao mesmo ritmo. Alguns podem permanecer pequenos por muito mais tempos, sem por isso ficarem anões. Alguns dos cavalos-marinhos medem 1,5 cm, quando os seus irmãos e irmãs já atingiram os 3 cm. Mesmo assim tornaram-se magníficos adultos que se reproduzem perfeitamente.