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Doenças
Como já explicado, os cavalos-marinhos são difíceis de os manter devido à sua fragilidade geral. Da mesma maneira que para os peixes, é necessário supervisioná-los e observá-los regularmente para ver o mais rapidamente possível uma mudança de comportamento. Eles não são poupados pelas doenças, em caso de negligência, stress ou agressões. Muito pelo contrario, elas são em menor quantidade do que certos peixes e ainda mais difíceis de curar. Por isso mesmo, é necessário intervir imediatamente, e sobretudo eliminar a causa. Todas as doenças, detectado o mais depressa possível serrão mais bem tratada, e vale melhor tomarem um máximo de precauções porque os cavalos-marinhos são muito difíceis de tratar. É porque isso que é necessário controlar que todos os parâmetros da água estejam correctos e que não variam demasiado. Todas as mudanças devem ser feitas com delicadeza e paciência.
Os sintomas
A seguintes todos os sintomas por ordem de gravidade crescente, mostram um certo desequilíbrio do sistema imunitário e/ou do habitat:
· Fricção contra objectos e/ou tentativa de se desparasitar com a cauda.
· Insistência para se segurar sob os difusores de ar ou na corrente dos motores, filtros; cor baça ou sombria em relação ao normal.
· Subprodução do muco.
· Manchas claras superficiais (sobretudo na região dos pequenos cornos), perda da pele.
· Película cutânea sobre os olhos e/ou corpo.
· Barbatanas rasgadas, ou mesmo apodrecidas.
· Manchas claras, perdas de protecção sobre a bolsa ventral do macho.
· Perda da pele na cauda (mais ou menos extensa ou até mesmo completa nudez).
· Manchas hemorrágicas com ou sem perda da pele.
· Emagrecimento.
· Nódulos (com perda da pele).
· Ventre inchado bolha na cauda ou subcutâneas, embolia gasosa.
· Forma de nadar anormal, nervosidade aguda, ou forma de nadar ao contrário muito persistente.
· Apodrecimento dos ovos (liquido negro, ventre inchado).
· Recusa, dificuldade em se alimentar.
· Respiração anormal (ventilação).
· Imobilidade sobre os flancos sobre o fundo, olhar fixo.
· Flutuação à superfície.
· Inchaço completo da cabeça, dos olhos, do corpo com os olhos opacos.
Pequeno truque, você tem o braço com comichão depois de ter estado a trabalhar no aquário? Haverá a possibilidade de o aquário estar infectada pôr um agente patogénico... Observe bem os seus animais...
Diagnóstico e tratamento
Para o principiante, a maior dificuldade é de saber qual o agente ao qual está a ser confrontado e por isso mesmo que temos que fazer um diagnóstico detalhado. No entanto por vezes à que curar às cegas. Apesar das obras literárias existentes, dando uma aproximação dos diferentes elementos podendo aparecer na água do mar, e mesmo que se consiga capturar o inimigo N° 1 mediante métodos imperiais e a colocá-lo num microscópio (muito longe daquele que dispõem os profissionais), não é de estranhar que este último se pareça com tudo e com nada.
Por outro lado, certos sintomas idênticos podem ser provocados por micro organismos totalmente diferentes. Na maioria dos casos, os parasitas (organismos unicelulares ciliados e fragelisados) são os responsáveis, as bactérias actuam muitas vezes como agentes de sobreinfecção. Mas também pode ocorrer que uma só bactéria seja o agressor. No que se refere aos vírus, estes são menos frequentes e podem provocar doenças que se verifiquem incuráveis no estado actual dos conhecimentos.
Quando um aquário de cavalos-marinhos está afectado, têm que se ser muito prudente quanto aos tipos e às doses provenientes da medicina humana preconizada. O que é suportado com um certo grau pelos peixes, não o será para os seus cavalos-marinhos. Se o medicamento e a dose são sugeridos como inofensivos nos invertebrados ou nas espécies mais frágeis, em princípio também será bem tolerado pelos cavalos-marinhos. Mais vale renovar o tratamento várias vezes, do que depois ter que se enfrentar uma intoxicação.
Contrariamente a esta regra, as soluções à base de cobre são bem toleradas se o (s) doente (s) não está (estão) já muito debilitado (s). Temos que ter a mesma dúvida em relação às diferentes soluções médicas disponíveis no comércio aquariófilo. Utilize sempre em primeiro lugar, a dosagem mais fraca indicada (se houver), ou eventualmente reduzi-la em função da sua própria opinião. A utilização conjunta de diferentes remédios deve de se evitar, as interacções e as reacções são imprevisíveis. O mais seguro é sem dúvida de experimentar os medicamentos em grande escala (bactérias/parasitas).
Durante uma infecção parasita, os cavalos-marinhos toleram os banhos de água doce de 2 a 10 minutos/dia segundo o seu estado, a título de desparasitação energética. O cavalo-marinho num estado demasiado avançado não o suportará e ficará letárgico a partir do momento da sua introdução ou alguns segundos depois. Neste caso mais vale obter-se e tentar tratar a globalidade do aquário. O método dos banhos em si mesmo não conduz à cura mas pode contribuir, sobretudo quando a causa da doença for localizada e eliminada do habitat, uma vez que o tratamento eventual administrado em paralelo também é eficaz. Não renovar o banho de água doce no dia seguinte se constatar que o sujeito afectado tenha ficado completamente traumatizado aquando do seu primeiro ensaio, daí poderia resultar um efeito contrário ao desejado e poderia contribuir para o agravamento da doença.
Para um cavalo-marinho, uma ou várias imobilizações verticais sobre o fundo poderá não ser um sinal de intolerância, se os olhos seguem os movimentos e se respira normalmente. Neste caso, para se assegurar, tocar-lhe ao de leve com a mão, assim deverá recomeçar a nadar. PESSOALMENTE, EU DESACONSELHO ESTE TIPO DE MEDIDAS, OS ANIMAIS SOFREM DOIS GRANDES CHOQUES, NÃO SÓ DURANTE A INTRODUÇÃO NO BANHO, COMO TAMBÉM AQUANDO DA SUA REINTRODUÇÃO DO AQUÁRIO.
O melhor método e de certeza o mais eficaz consiste em prevenir e não curar! Passar por um aprendiz de bruxo não é benéfico.
Nota: Um ventre inchado não é sempre sintoma de doença. Acontece que alguns cavalos-marinhos muito comilões por natureza possam vir a ter uns problemas de obesidade. Como para o homem este parece não constituir um problema a curto ou médio prazo. As chatices poderiam surgir a longo prazo para uma redução da longevidade (problemas cardíacos ou outros). Uma dieta mais ou menos prolongada não servirá de nada, só conseguirá stressar ainda mais o animal, que ainda por cima reclamará mais comida sem parar e recomeçará a "empanturrar-se" na primeira ocasião. Neste caso, mais vale deixá-lo viver a sua vida. Por outro lado, a melhor solução consiste em dosear bem a quantidade do alimento desde o início.
Também poderá acontecer de tempos a tempos, que um cavalo-marinho nasça com uma incapacidade física ou motora. Isto não supõe uma doença em si e não é de maneira nenhuma contagiosa. Mais uma vez, o melhor é deixar a natureza actuar por si mesma. Se a incapacidade o impede de sobreviver, morrerá rapidamente. Senão ele desenvolverá as aptidões necessárias para a sua sobrevivência.
Os animais não estão doentes, os aquários sim!