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Outros alimentos vivos
Alimentos preparados
A drosophila ou mosca da fruta pode também ser criada em casa para a alimentação dos peixes.
Um outro alimento vivo apreciado pelos peixes é o Chaoborus, a larva de um mosquito. Essas larvas podem ser apanhadas em nascentes e lagos durante o tempo frio, constituindo um excelente alimento vivo de Inverno. Sobrevivem num espaço restrito (por exemplo, agrupadas no mesmo contentor), mas têm de ser conservadas num local frio, quando não evoluem para o estádio de ninfas e dão origem a mosquitos. As antenas destas larvas são instrumentos de preensão. Nunca devem ser fornecidas como alimento a alevins acabados de sair do ovo, nem devem ser dadas em excesso aos peixes adultos.
O Gammarus ou camarão de água doce abunda nos lagos e rios de vegetação abundante. São por vezes introduzidos involuntariamente no aquário juntamente com alguma planta. Constituem um bom alimento para os peixes maiores, mas as suas cascas são demasiado coriáceas para os alevins. Tem de se ter cuidado com eles, pois comem as plantas do aquário.
Há ainda um outro tipo de camarão de água doce que constitui um excelente alimento de Inverno, assim como as larvas vermelhas de um outro mosquito, o Chirónomus. Essas larvas vermelhas aparecem frequentemente em águas poluídas e de corrente fraca. Os camarões de água doce deste segundo tipo vivem em nascentes e em lagos de floresta.
As larvas de mosquito são um alimento ideal para os peixes. Aparecem em todas as águas estagnadas. A sua cultura pode ser feita em latas ou pneus velhos cheios de água colocados para esse efeito no jardim. Quando se mexe na água, as larvas mergulham, mas se esperarmos um pouco regressam à superfície, podendo ser apanhadas com um movimento rápido da rede. Dado que respiram oxigénio através da cauda, não podem ficar debaixo de água durante muito tempo. Podem ser conservadas num recipiente pequeno, em local frio, para se não transformarem em mosquitos. O recipiente deve ficar hermeticamente tapado, para que os mosquitos que possam ser originados pelas larvas se não escapem.
Existem ainda outras formas de vida animal que podem servir de alimento aos peixes tropicais. Atendendo no entanto ao facto de que são bastante raras, não vale a pena referi-las aqui em pormenor.
Alimentos preparados
Os alimentos já preparados existem em duas formas, alimentos secos e alimentos frescos. Os alimentos secos são-no no vácuo, ao sol ou ao calor. Os melhores alimentos deste tipo são os alimentos secos no vácuo a baixa temperatura, pois esse método permite conservar a maior parte das vitaminas e dos aminoácidos.
Os alimentos secos geralmente utilizados nos viveiros de trutas são constituídos por farinhas de origem animal, farinhas de peixe, farinhas vegetais e leite em pó. Uma boa mistura consiste em duas parte de farinha de peixe branca, uma parte de farinha de carne e uma parte de soro em pó. Pode adicionar-se a essa mistura 3 % de óleo de fígado de bacalhau e 3 % de farinha de algas marinhas.
O estudo da nutrição dos peixes está ainda bastante atrasado. É preciso não esquecer que os nossos peixes tropicais são oriundos de águas diferentes e que no seu habitat natural têm dietas também diferentes. O melhor alimento seco será aquele que serve mais ou menos para todos os peixes. Podemos partir do princípio de que as vitaminas que devem ser incluídas na alimentação dos peixes tropicais. Os estudos efectuados até agora demonstraram que um pequeno número de vitaminas são essenciais na alimentação das trutas, o que não quer dizer que os peixes não necessitem, em quantidades mínimas embora, das mesmas vitaminas do que os animais superiores. Todavia, provou-se já que as seguintes vitaminas eram essenciais na alimentação das trutas: ácido pantoténico, tiamina, colina riboflavina, piridoxina e xantopterina. Outras vitaminas que provavelmente também são essenciais, se bem que o não possamos demonstrar, são, as vitaminas A e D, o ácido fólico e a biotina. Temos razões para crer que a adição de B-12 e de quantidades mínimas de antibióticos à dieta dos peixes estimula o crescimento. Há no entanto outras observações que contrariam estas descobertas.
Foi já demonstrado que o mecanismo de utilização dos hidratos de carbono está pouco desenvolvido nas trutas. A dieta destas não deve conter portanto mais do que 9 % de hidratos de carbono digeríveis. O corpo da truta está aparentemente mais apto a utilizar as proteínas do que os hidratos de carbono. Esta afirmação aplica-se provavelmente ao caso da maioria ou mesmo de todos os peixes tropicais. A dieta das trutas deve incluir também alguma celulose.
A alimentação dos peixes tropicais deve ter um conteúdo elevado de proteínas e incluir um mínimo de alimentos vegetais. Pode fornecer-se portanto aos peixes farinhas de origem animal e farinhas de peixe, combinadas ou alternadamente. Deve ainda incluir-se nessa dieta uma certa quantidade de carne fresca, sobretudo fígado e coração de vaca, migado ou picado, de acordo com o tamanho dos peixes.
O peixe fresco deve ser fornecido em pequenas quantidades e só de vez em quando. A carne crua de alguns peixes contém uma enzima que destrói a vitamina B-1, mesmo quando está misturada com outras comidas. O peixe fresco deve ser dado isoladamente e com pouca frequência. As ovas de carpa também contêm essa enzima.
Pode comprar-se no comércio misturas secas já preparadas. A qualidade desses alimentos é muito variável. Infelizmente, a composição indicada na etiqueta nem sempre corresponde ao verdadeiro conteúdo da mistura. Devem evitar-se os alimentos secos que contenham uma percentagem elevada de biscoito, alimento que os peixes não digerem.